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Precisamos falar sobre o filme "O Grande Gatsby"

  • Samu Saint
  • 17 de out. de 2016
  • 2 min de leitura

O Grande Gatsby: Um longo, melancólico e veloz sonho de uma noite de verão

Muita gente se decepciona quando vai ao cinema assistir uma adaptação de um livro. Os motivos geralmente são os mesmos: mudanças desnecessárias no roteiro, excesso ou escassez de efeitos especiais ou cenas essenciais da narrativa cortadas ou atropeladas. Todos esses, entre muitos outros foram justificativas para criticas vorazes dirigidas contra a adaptação filmada em 2011 e dirigida por Baz Luhrmann para o clássico de F. Scott Fitzgerald, escrito em 1925.

Devo confessar que mesmo ciente que a trilha-sonora continha nomes de peso, a principio não me interessei muito em assistir ao filme, pois a arte promocional da obra soava-me um tanto piegas. Com o tempo porém, acabei cedendo a tentação de finalmente ver Leonardo DiCaprio e Tobey Maguire juntos em cena e me surpreendeu descobrir que existia muito mais que isso lá. Partindo de um bom roteiro, que de uma forma veloz foca no grande vazio que há em meio as multidões festeiras, o filme lembrou-me o último avaliado nesta coluna, "O Casamento de Rachel", só que acelerado, no mínimo, umas dez vezes.

A direção de Baz acerta no tom épico contemporâneo, porém exagera nos tons, literalmente falando. Acredito que os espectadores que assistiram em 3D experimentaram desconfortos visuais devido ao excesso de cores berrantes, que por outro lado, dão ao filme o autêntico ambiente de sonho. Não menos surreal que a narrativa é o elenco: Leonardo DiCaprio está absolutamente disciplinado em cada expressão, Carey Mulligan, calculadamente perdida como uma pequena Maryllin Monroe, enquanto Isla Fisher comove no papel de uma amante desiludida.

Desiludido também fiquei com a apagada atuação de Maguire, embora seja verdade que o seu papel o ajuda em nada. No fim da película, a sensação é de acordar de um longo sonho, apenas com relances dele. Ainda assim, o proposto vazio inicial vai tomando forma, tornando-se cada vez maior e envolvendo inclusive quem preferiu não fazer consulta prévia ao livro.

SAMU SAINT


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